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Após denúncia do MP, youtuber Júlio Cocielo vira réu em caso de racismo

Comentários foram feitos no twitter, entre 2011 e 2018

16 setembro 2020 - 11h00Por Jennifer Vargas

O caso de Júlio Cocielo, que fez comentários de cunho racial no Twitter, voltou a ter novos desdobramentos na última semana. A juíza da 3ª Vara Criminal de São Paulo, Cecília Pinheiro da Fonseca, aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público (MP), e o youtuber se tornou réu no processo.

Na denúncia, a promotora Cristiana Steiner afirma que Cocielo teria praticado e incitado a discriminação e o preconceito por cor em comentários, por postagens realizadas no Twitter, entre 2 de novembro de 2011 e 30 de junho de 2018.

Uma das mensagens mais polêmicas foi durante a Copa do Mundo, em junho de 2018, quando ele relacionou o jogador francês Kylian Mbappé a criminosos que fazem arrastão na praia. A repercussão foi tão grande que fez o influenciador perder seguidores e patrocínios na época, gerando até mesmo um vídeo publicado por ele com um pedido de desculpas.

Em outras postagens encontradas pelos internautas, havia coisas como "nada contra os negros, tirando a melanina" e "o Brasil seria mais lindo se não houvesse frescura com piadas racistas, mas já que é proibido, a única solução é exterminar os negros". Cocielo, no entanto, ressaltou que eram mensagens antigas, que o deixavam com vergonha e nada tinham a ver com quem ele é atualmente.

Agora réu no processo, o youtuber tem até meados do dia 20, quando atingirá o prazo de dez dias, para apresentar sua defesa à Justiça e possíveis testemunhas. A pena para crime de racismo pode ser de dois a cinco anos de prisão.