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O bom do câmbio flutuante é que ele flutua

Dia-a-dia da economia

24 setembro 2020 - 06h00Por Reinaldo Cafeo
O bom do câmbio flutuante é que ele flutua


O tripé macroeconômico aponta que economias que querem ser maduras precisam estabelecer metas de inflação, praticar rigor fiscal e na política cambial adotar câmbio flutuante.

Especificamente na questão da taxa de câmbio o Real está cada vez mais volátil. Isso tem inúmeras explicações técnicas: baixo fluxo de dólares, juros não atrativos aos estrangeiros, queda no saldo da balança comercial, risco Brasil e não menos importantes questões políticas, notadamente quando estas prevalecem as indicações técnicas.

Considerando os desafios fiscais do Brasil, a introdução prematura das eleições presidenciais de 2022 no debate atual e ainda os efeitos da pandemia do novo coronavírus, não há como garantir que a taxa de câmbio se mantenha estável. 

Fatores pontuais ou o conjunto de fatores, sempre irão impactar negativamente no câmbio, e mesmo havendo a possibilidade de atuação do Banco Central neste mercado, o que leva a chamada flutuação suja, não há garantia que o dólar assumirá um piso que garanta previsibilidade de seu comportamento futuro.

As oscilações diárias, para mais e para menos, só confirmam o que todos sabem, mas não entendem: o bom do câmbio flutuante é que flutua.  Que siga assim.