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Andrea Matarazzo: Prefeitura de SP precisa parar de ser cadeira para estagiários

29 setembro 2020 - 08h40Por Paulo Toledo
Andrea Matarazzo: Prefeitura de SP precisa parar de ser cadeira para estagiários

Proporcionar condições para que as empresas possam se instalar nos bairros mais distantes de São Paulo, retirando a concentração dos bairros mais centrais, está entre as principais propostas do candidato à Prefeitura, pelo PSD, Andrea Matarazzo. Ele disse, em entrevista exclusiva ao Diário Popular IPTV (assista a seguir o vídeo com a íntegra), que isso possibilitará melhorar a infraestrutura e resolver questões como as pessoas terem que ficar horas dentro do transporte público coletivo para chegar ao trabalho e, depois, para voltar para casa. Para o candidato, a cidade está “abandonada” e o cargo de prefeito está sendo usado como cadeira para estagiários e trampolim político para outros cargos.

 

 

O candidato do PSD afirma que o próximo prefeito terá que administrar a má herança que a pandemia deixará na economia, além da “epidemia de incompetência e desmandos” que a cidade está submetida. Matarazzo diz que o primeiro foco deve ser a recuperação do emprego, pois a Prefeitura fechou as portas das empresas e continuou cobrando impostos normalmente.

Isso, segundo ele, causou o desemprego de 100 mil comerciários e o fechamento definitivo de 12 mil bares e restaurantes, por exemplo. Para combater a situação, defende o refinanciamento de impostos, tendo como contrapartida que o comércio não demita. Além da criação de um fundo para o empreendedor, com foco no microcrédito, priorizando o dinheiro disponível, por exemplo, adiando obras que não sejam necessárias.

Cracolândia

Matarazzo disse ter verdadeira obsessão pelo fim da Cracolândia. Destacou que quando saiu da Subprefeitura da Sé, a aglomeração de dependentes químicos tinha cadastradas 150 pessoas e, atualmente, segundo ele, são 2.220, dos quais 60% com sífilis, 40% com HIV.

Para ele, a resolução passa pelo prefeito não ter medo de cara feia e ignorar o “mi-mi-mi” ideológico, pois moradores de três bairros – Bom Retiro, Campos Elíseos e Santa Ifigência, são reféns do tráfico e não conseguem mais entrar e sair de suas casas normalmente.

O candidato do PSD afirmou que a desativação do Minhocão é uma besteira para chamar atenção.

Para ele, quem está propondo (“brincando de Minhocão na Câmara”) deveria dizer como resolver os problemas que serão gerados. “Criar o Parque do Minhocão é criar os Jardins Suspensos da Cracolândia”, ironizou, complementando que o real problema é na parte debaixo, com falta zeladoria e segurança.

Andrea Matarazzo afirmou que mais de 3 milhões de pessoas vivem sem saneamento básico na cidade, em 1.280 favelas. Por isso, a desigualdade existente precisa ser combatida, com atenção aos bairros. Citou que em Marzilac, no extremo Sul, sem saneamento básico, para cada 1.000 nascidos vivos, 25 morrem. Em Pinheiros esse índice é 1 morte. Em Cidade Tiradentes, no extremo Leste, destacou, a expectativa de vida é de 59 anos, enquanto que em Moema, 80 anos. Para ele, os problemas da cidade têm que ser resolvidos da periferia para o Centro e não ao contrário, como se tem tentado fazer.

O candidato do PSD disse que os problemas das empresas de ônibus é de difícil solução agora, pois foi assinado recentemente novo contrato de 15 anos. A questão, ironizou, é que as cinco empresas vencedoras têm um “custo alemão com qualidade cubana”.

Assista à entrevista completa.